"De fato, as melhores e mais verdadeiras amizades são em geral aquelas formadas entre pessoas confiáveis e independentes que possuem força para sobreviver por si sós. Elas se assemelham a um bosque de bambus. Os Bambus crescem independentemente uns dos outros, elevando-se firmes e fortes, direto para o céu. À primeira vista, um não depende do outro nem se sustentam, mas, se observarem o solo, cada um desses bambus está ligado aos outros por uma rede de raízes. As pessoas são iguais. Cada um de nós tem força para ser independente e viver por si próprio, mas estamos ligados uns aos outros pelo coração. Assim é a amizade." Daisaku Ikeda
Os guarda-chuvas perdidos.. aonde vão parar Os guarda-chuvas perdidos? E os botões que se desprenderam? E as pastas de papéis, os estojos de pince-nez, as maletas esquecidas nas gares, as dentaduras postiças, os pacotes de compras, os lenços com pequenas economias, aonde vão parar todos esses objetos heteróclitos e tristes? Não sabes? Vão parar nos anéis de Saturno, são eles que formam, eternamente girando, os estranhos anéis desse planeta misterioso e amigo."
Tem hora de parar e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. Agora, agora não é hora de dobrar as asas, nem de calar a voz, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Agora não é hora de sentir remorsos. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo. Agora que estou na beirada, bêbado de alegria e pronto para o salto, não me segure em nome de nada. Não queira impedir-me dizendo que é muito cedo, ou que é muito tarde, ou que está escuro, é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe... Não! Se você não puder incentivar-me para o salto; se você não puder empurrar-me em direção à Vida, então não me segure. Não me prenda, nem me amarre. Não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma silenciosa testemunha desta vertigem. Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num vôo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.
É verão no meu coração. Aqui dentro o sol nasce todos os dias Porque toda noite também é amanhecer. Aqui não há escuro o dia é de todas as cores É verão aqui dentro onde a chuva ja foi secada pela vento que sai da sua boca Como um sopro nos sílios no abrir e fechar das asas Cheiro de manhã. É quente aqui dentro e fora também Porque o amor esquenta as cobertas habita as palavras São jantas de sorrisos café da manhã Aqui,só há nascer do sol. A lua só,invejando os dias eternos. Todo dia é primeiro de janeiro. Todo dia são dez da manha. É feriado, é carnaval, é amor. E quando há Amor Não há mais nada do que "A". Só verão!
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: Quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" a través de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fr aude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Martha Medeiros
*** a sensação q. tive lendo esse texto.. Eu sou Normal!.. parece estranho não é?.. mas é isso mesmo, sou o normal pq. me identifiquei plenamente com o texto.. mtas. vezes a gente passa parte da vida fugindo dos padrões da "normalidade".. buscando ser vc mesmo, ser autêntico. Talvez por nunca ter me enquadrado em nenhum padrão de beleza, comportamento.. por mais q. se evite ser enquadrado acabamos nos encaixado em algum " grupo"..a questão é :.. foi escolha sua?.. tem certeza? " O Normal de cd um tem q. ser Original"